terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Solidão

Natália era uma menina muito inteligente, e era uma ótima filha, mas seus pais eram muito rígidos com ela.
Ela era muito obediente, aos pais, mas ela não se sentia uma pessoa normal, pois seus pais nunca à deixavam sair. Nem em festas, nem com seus amigos, nem em lugar nenhum.
Ela se sentia muito sozinha, pois passava seus dias trancada dentro de seu quarto, olhando pela janela e imaginando o mundo melhor que existia além de seu quintal.
Mas um dia, Natália resolveu ir além da cerca que cercava sua vida. Seus pais como sempre, haviam saído cedo e só voltariam à noite.
Natália saiu de casa sem levar nada, pois só queria viver sem regras por alguns momentos. Ela foi até a casa de uma amiga de infância, Beatriz, onde passou o resto do dia.
Seus pais ao chegarem logo perceberam que Natália não estava em casa. Eles ficaram muito preocupados mas sabiam que ela não poderia estar muito longe, e logo imaginaram que ela poderia estar na casa de Beatriz, e decidiram ir lá para busca-la.
Eles estavam muito preocupados e não perceberam que ao atravessarem a avenida, um caminhão que seguia em alta velocidade se aproximava.
Natália ao ver à cena saiu correndo em direção aos pais e empurrou-os para o lado, entrando na frente do caminhão, que não conseguiu frear.
Seus pais em choque começaram a chorar, não eram lágrimas de sangue, mas revelavam o peso da dor. Natália estava caída ao chão, finalmente, não teria de prestar contas a mais ninguém...

Ilusão

Um dia enquanto a terra dava um de seus giros, girei com ela para um lugar distante era um lugar onde tinha a sensação de estar perto do meu grande amor. Sentia-me como se estivesse num lugar especial, cheio de magia, onde ela me tocava e me arrepiava.
Estava me sentindo sozinha, até que de repente escutei uma música muito bela e comecei a caminhar para encontrar de onde vinha tal canção. Rapidamente avistei no meio de muitas árvores um belíssimo castelo e sem demora entrei e cada vez a música ficava mais intensa. Caminhando dentro do castelo, me deparei com uma porta e há abri era uma grande sala, a sala de onde vinha a música. Era enorme, mas não havia nenhuma mobília. Ao entrar na sala vi ao centro uma coisa que me chamou muito a atenção e cheguei mais perto para ver do que se tratava. Me deparei com uma bela rosa vermelha, sua cor era forte e era como nenhuma outra já vista por mim, era um vermelho mais forte do que uma verdadeira paixão que queima dentro do corpo deixando rastros e mais rastros.
Sua beleza era tanta que por um instante tive vontade de tocá-la e o fiz. Ao tocá-la uma enorme porta se abriu e um grande vexo de luz iluminou a sala que até aquele momento estava sem vida, sem cor, sem luz. Um belo homem surgiu por entre o vexo de luz, era alto, robusto, e se parecia muito com um príncipe com um olhar encantador e ao mesmo tempo misterioso. Ele caminhava em minha direção ao se aproximar...
“_ Vamos Kátia, estamos atrasadas!”
 De repente tudo se desfez como em um conto de fadas, mas descobri o que tudo aquilo quis me dizer. O giro que havia dado era um sonho, o castelo que havia encontrado meu grande amor, a rosa dentro dele era seu coração que quando toquei abri as portas para a ilusão...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Momentos...

Mais um ano está terminando, muitas coisas aconteceram ao longo deste ano. Pessoas morreram... Pessoas nasceram... Vivemos mais um ano! Muitas vezes temos vontade de registrar todos  os momentos com uma câmera para que com o  passar do tempo pudesse olhar para elas e não me esquecer jamais... Dos amigos da turma da 8ª, dos amigos que sentavam ao seu lado no  coral e que faziam maior bagunça nas excursões, dos amigos do 3º ano, do pessoal que você conhecia quando ia viajar... Com certeza todos gostariam de registrar cada momento, mas a vida é vivida e não registrada, Não conseguimos captar nem 5% do que fazemos ao longo de nossas vidas com uma câmera.
Mas a um lugar onde tudo fica guardado como um banco de dados, ali ficam amigos, amores, sonhos, esperanças, brincadeiras, risadas, loucuras... Esse lugar é o coração, é nosso ninguém tira da gente. A única coisa que levamos na vida são as lembranças... Vagas lembranças, sendo elas boas ou ruins. Levamos para todo o lugar mesmo querendo jogar essas lembranças no maior abismo que exista elas ficam guardadas e cabe a cada um de nós resgatarmos apenas coisas boas e se jogamos elas no abismo, vamos juntos, dando-nos um frio na barriga, por trazer essa sensação incrível de pensar que apesar de tudo, valeu a pena ter se jogado no abismo da vida que não sabemos onde vamos parar se vamos cair de pé ou iremos nos machucar.
Quantas risadas demos, choramos, nos magoamos, rimos pelo motivo bobo de termos chorado e de termos nos magoado. Nos abraçamos quando precisávamos, demos um ombro amigo. Brigamos.... Nos reconciliamos. Continuamos vivendo aguardando um futuro incerto, um futuro reservado de surpresas, emoções e sentimentos.